segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Arigato - Sushi e Yakissoba

 Hashis a postos, galera! Tem comida japonesa no cardápio.

"_Ah! sushi de novo!"

Calma, calma... Apesar de adorarmos nossos restaurantes especializados em sushi, hoje a história é um pouco diferente. Tem sushi, tem temaki, mas tem uma coisinha especial.

Fomos conhecer o Arigato, um restaurante japonês, que demos o singelo apelido de "Mistério do Oriente".






O restaurante fica localizado na Travessa 3 de maio, entre Gentil Bittencourt e Conselheiro Furtado. O primeiro mistério fica aí. A fachada do restaurante é discreta, se estiveres distraído, capaz de não encontrar e passar direto.

Não julgue um livro pela capa, nesse caso a fachada. O tamanho pequeno da entrada, sugere que o restaurante também seja pequeno. Surpresa! Ele tem dois andares e um salão grande com várias mesas (será mágica nipônica?). O local é super legal, com decoração temática oriental, tudo muito limpo e organizado.

A atendente, super simpática, trouxe o cardápio. Segundo mistério do local. Quando comecei a folhear o cardápio minha esperança de um bom jantar começou a ficar menos segura. Ele era todo improvisado. As folhas soltas organizadas em uma pasta escolar, daquelas usadas em karaokês pras listas de músicas (entendeu a referência, hã!? hã!? rsrsrrs). Um restaurante tão bonito, tão moderno, com um cardápio tão amador. Fiquei confuso. Mas, já estava lá mesmo.

Tirando a estética do cardápio, me concentrei no conteúdo. Primeira coisa que chamou a atenção: eles fazem promoção durante a semana (Fogos!! Aplausos!!!). E promoções que valem a pena de verdade. As quartas, por exemplo, o temaki de salmão é em dobro. E não é temaki pra gente fraca não, é temaki de verdade, com muito peixe. Cada temaki saiu por 12 reais! Vou escrever por extenso e em caixa alta pra não sobrar dúvidas: DOZE REAIS! Só tem uma coisa que eu gosto mais do que comida, é comida barata. Garçonete! Manda dois desse aí!




Terceiro mistério. Superado o impacto do cardápio veio a hora de experimentar. Hum, temaki muito barato, cardápio estranho (é, eu sei, reconheço, dou muita importância ao cardápio. Supera, cara!) não sei, acho que não vai ser a melhor experiência. Não julgue o livro pela capa!

Que delícia! tudo muito fresco, muito bem apresentado, e o melhor, super rápido. Não demorou nem 5 minutos. O único problema é que eu esperava um sabor mais tradicional, puxado muito mais no wasabi. Essa é uma das minhas maiores reclamações dos restaurantes de sushi em Belém, todos eles são muito adaptados ao paladar brasileiro, tudo muito mais suave. Mas é uma questão de gosto.

A casa também oferece promoção de sushi. Os preços são justos, nada muito caro, mas também nada baratíssimo como o temaki double ♥. Tudo muito gostoso, tudo muito bem feito e, claro, a habilidade do sushi man foi provada mais uma vez, super rápido.




"Tá, tudo muito bom, tudo muito bem, mas sushi eu já conheço. O que tu me trazes de novo?" (Percebe Ivair, a petulância do leitor) Que leitor mais exigente esse meu, já não basta o big temaki de 12 reais? Vocês ainda querem mais? Tá bom. Eu ia guardar isso só pra mim, mas vou compartilhar com vocês. Folheando o cardápio (e com a indicação prévia de uma amigo) me deparei com uma das entradas: lula recheada com shimeji e kani...

Pessoal, desculpa, vou ter que falar de novo do cardápio, é mais um mistério insolucionável do Arigato. O que essa maravilha de prato está fazendo na parte das "entradas"? Ele deveria estar como prato principal! Deveria ter um cardápio só pra ele! Um, não, dois!... Desculpa gente, me empolguei.





Mas, sério, que delícia é o prato, muito bom mesmo. Muito bem apresentado, plasticamente bem pensado e o sabor então, nem se fala. Claro que eu sou suspeito pra falar, já que eu adoro cogumelo, ainda mais o shitake. Mas confiem na minha avaliação, mesmo tendenciosa, ela é legítima ><

Claro que nem tudo poderia ser só sucesso, né? A lula recheada tem um sério problema, o preço. Ela é bem cara para a média do restaurante. Mas, cara, assim como eu superei o cardápio, supera esse detalhe também, e vai experimentar a lula, não vais te arrepender.

A casa oferece pratos quentes como chapas, yakissobas e todo tipo de prato oriental clássico. O que me chamou a atenção é que o esquema principal de venda é tu ligares pra lá e depois ir retirar o pedido no local. A toda hora entrava alguém pra pegar uma encomenda. #ficaadica

E por último o maior dos mistérios do Arigatô. Por que eu ainda não conhecia esse lugar!?! O jeito é correr atrás do prejuízo e passar a visitá-lo mais vezes

Arigatô



Endereço: Travessa 3 de Maio, 1761 Entre Gentil Bittencourt E Conselheiro Furtado
Telefone: 988667120
Funcionamento: Terça a domingo
Aceita todos os cartões



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Casa Camilo

Quando falamos de comida, poucas coisas são tão saborosas quanto a simplicidade. O feijão e o arroz que não me deixam mentir. Nessa vida de food hunter, sempre queremos algo novo, diferente, inovador, e esquecemos o quanto o simples pode ser delicioso. Colocamos uma luneta gastronômica pra ver longe, e muitas vezes deixamos de enxergar as coisas boas que estão bem próximas.

Relaxa, gente, esse não é um texto de auto-ajuda☺, mas entender isso, foi a única explicação que encontrei pra uma falha tão grande quanto a minha, de ter demorado tanto pra conhecer a deliciosa unha de caranguejo da Casa Camilo.




A Casa Camilo é um lugar clássico de Belém. Muita gente já tinha me indicado. E por incrível que pareça, ela fica na esquina de casa - Av. Almirante Barroso com a Travessa Curuzu. Passo pela frente do lugar todos os dias, pelo menos umas duas vezes. E mesmo assim, nunca me dei ao trabalho de entrar e comer uma unha de caranguejo. Falha minha.

O lugar é simples, segue o padrão das antigas "lojas de conveniências de bairros", vende de tudo, de água mineral a cachaça, passando por fósforos e folha de papel almaço (brincadeira... não sei se tem papel almaço na Casa Camilo, mas não duvido que tenha). Tem até uma banca de jogo do bicho, quem quiser fazer uma fezinha enquanto come uma unha de caranguejo, lá é o lugar certo☺. Mesmo sem nunca ter entrado, eu conseguia sentir o clima do lugar. É um daqueles lugares que parecem saídos de algum romance. Todo dia as mesmas pessoas estão lá, todos se conhecem, são amigos, e discutem os mesmos assuntos, geralmente rivalidade futebolística. Sempre tem uma galera tomando uma cerveja ou um rabo de galo. Uma rapaziada auditora de vento, que fica por lá só curtindo o mormaço da tarde e jogando conversa fora (como faz pra entrar nesse clube?☺)




Mas quando o dia vai terminando, essa turma cativa desaparece. O lugar passa a ser tomado por senhorinhas, gente vindo do trabalho e estudantes, todos atraídos pelos salgados do lugar, principalmente a famosa Unha de Caranguejo. Pra quem não é de Belém fica difícil imaginar o que é "Unha de Caranguejo". Pois bem, imagine uma Coxinha, só que recheada com carne de caranguejo ao invés de frango, (limpa a saliva, que tá escorrendo aí amigo).



A casa oferece outros tipos de salgados, como kibe, bolinho de piracuí, risole de camarão, etc. Eu fiquei só com as unhas, não consigo resistir a caranguejo. A casa é tão clássica, que ela oferece uma raridade - Guaraná Garoto na garrafa transparente! Um sabor da infância.



O atendimento é no balcão mesmo. Tudo na descontração. E não se espante se precisar repetir o pedido umas duas vezes, é normal. Quando fui, a casa estava cheia de clientes, tive que esperar um pouco, pois os salgados da estufa tinham acabado, e estavam fritando outros. Que bom, assim o meu salgado veio quentinho. A pessoa responsável pela cozinha entende muito bem do que faz. A unha veio sequinha, quase sem gordura, com a cor perfeita, uma delícia!



Os salgados custam, na média, 5 reais. Não são grandes, tive que comer dois pra satisfazer a fome da tarde. O atendimento fica por conta do vascaíno Seu Nonato, um senhor super simpático e com o sorriso fácil.



E pensar que eu fiquei todo esse tempo com esse tesouro na esquina de casa e nem imaginava... Vou ter que correr atrás desse prejuízo. #partiu abrir uma conta na Casa Camilo.

Endereço: Avenida Almirante Borroso, esquina com a Travessa Curuzu
Telefone: 3246-0160
Funcionamento: Segunda a Sábado - 8h as 18h



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Gyros Grill

Na última década se criou uma visão caricata do Churrasco Grego. Principalmente porque esse tipo de fast-food caiu nas graças dos comediantes. Em algumas cidades do Brasil, esse tipo de lanche é vendido na rua, super barato, com qualidade e higiene bem duvidosos, ingredientes excelentes pra piadas com comida. O problema é que começamos a ter uma ideia bem destorcida do que é esse lanche delicioso. Pra desmistificar um pouco mais essa ideia caricata, fomos conhecer o Gyros Grill.



O Gyros é uma lanchonete especializada em Kebab - na verdade churrasco grego recebe vários nomes dependendo do país onde ele é preparado, Shawarma e Döner kebab são alguns - inaugurada em dezembro de 2015. Ela fica localizada na Mundurucus com a Rui Barbosa. Um lugar bem charmoso e receptivo.



Pra quem nunca comeu um kebab: basicamente, ele é um espeto giratório “gigante“ de finas fatias de carne que vão assando lentamente. Conforme a carne vai assando, vai se tirando pedaços. Depois essa carne, acompanhada de vegetais e batata frita, vai rechear um pão sírio. No Gyros Grill o sistema é parecido com a “fila“ do Subway. Primeiro tu escolhes o pão, que pode ser integral ou normal, depois escolhes a proteína, no caso do Gyros pode ser bovino ou frango. Em seguida podes acrescentar bacon ou calabresa. Na sequência vem, cebola, tomate, alface e a clássica batata frita. Isso tudo é fechado em forma cônica, embalada com papel. Pronto, agora é só degustar. A casa oferece também molhos diversos.



Comemos os dois sabores. Tudo muito gostoso. A carne bem temperada, os vegetais frescos, e os molhos (produção da casa mesmo) deliciosos. Eles oferecem dois tamanhos diferentes de kebabs, o grande e o pequeno. Ambos são bem servidos, a escolha depende da tua fome.



O lugar é pequeno, com mesas na calçada. Os funcionários são super educados e divertidos. A pegada é fast-food mesmo. Atendimento no balcão.

Os preços variam de 12 a 20 reais, vai depender do tamanho do kebab e dos ingredientes extras que forem acrescentados ao lanche. Preço bem justo para a quantidade e principalmente pela qualidade da comida.


Ps.: Escrevi um texto sobre kebab e não usei em momento algum a expressão “agradar gregos e troianos“, tô de parabéns ><


Endereço: Rua dos Mundurucus, esquina com Travessa Rui Barbosa
Cartão de crédito: Sim
Facebook: Perfil
Telefone: 988362059 / 983100405
Funcionamento: terça a domingo - a partir das 19h

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

¡La Lucha!

Belém está sendo invadida por hamburguerias...

...

Que bom! Manda mais que tá pouco!



Fomos conhecer a "La Lucha", uma hamburgueria temática.



Por mais que o nome seja em espanhol, e a identidade visual seja baseada na cultura mexicana, a hamburgueria não tem cardápio de culinária chicana. São hambúrgueres "normais".






Quer dizer, normais nem tantos. Eles são deliciosos! Muito queijo cheddar, muita gordura, muito bacon, muito açúcar, muito bom! A história na La lucha é batalhar contra a gula. Começamos a comer pra matar a fome, e no final estávamos lutando para parar de comer.

Fomos lá para comer só um hambúrguer, e acabamos fazendo todas as etapas do jantar. Entrada, prato principal e sobremesa.

Pro iniciar o combate, desafiamos uma batata frita com muito cheddar e "farofa de bacon". Muito bom! batata bem seca, apresentação muito legal e tudo muito delicioso.



Pra acompanhar a batata, fomos de milkshake. A casa oferece os clássicos, morango/chocolate, mas o garçom sugeriu um dos vários sabores especiais do cardápio. Fomos de shake de Oreo (mesmo que eu prefira o Negresco... Qual é? Algum problema? Vai encarar?☺). Cara, milkshake é simples. Leite, sorvete e liquidificador, pronto. E a La Lucha não errou o dever de casa, o shake de Oreo deles é muito bom! (mas mesmo assim prefiro o Negresco, sim!? Tá olhando o quê?!☺)



Como prato principal, pedimos alguns hambúrgueres. A casa oferece uma variedade boa. Alguns são especiais (os mais caros), e outros são clássicos (os mais baratos). Pedimos dos dois tipos. O que mais chamou nossa atenção foi o Lucha Libre. O tamanho do sanduíche já chamou nossa atenção logo de cara, ele intimida, mas como não somos fracos, aceitamos o desafio sem vacilar. O hambúrguer vem com carne recheada, queijo, bacon, molho especial. Pedimos um combo, que veio com suco e onion rings.




De sobremesa, pedimos churros (eu sei que você pensou mentalmente nos churros da Dona Florinda, confessa logo. Foi a primeira piada que fizeram na mesa, quando a sobremesa chegou ☺). A galera estava tão empolgada com a apresentação que nem deixou eu registrar a foto - fico devendo essa - foram comendo tudo, antes mesmo de eu conseguir pegar o celular.

Os preços do La Lucha não são diferentes da maioria das hamburguerias de Belém. Os especiais ficam entre 26~30 reais, os clássicos ficam na faixa dos 22. Parece caro, mas eles garantem uma refeição, não tem como ficar com fome depois de comer um. Relaxa.

A casa também oferece cervejas e hot-dog. Não bebemos, mas levamos um dog pra viagem, vale a pena também.

Vai lá guerreiro, coloca sua máscara, escolha seu nome de lutador (não vale Rikochet nem Pulga, esses são muito clichês☺) e encara esse desafio.

Endereço: Av. Serzedelo Corrêa, 210
Cartão de crédito: Sim
Facebook: Perfil
Telefone: 091 21215089
Funcionamento: terça a domingo - a partir das 19h

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Maluco Beleza

Eu que já andei pelos quatro cantos de Belém, experimentando, foi justamente em Ananindeua, que encontrei o Maluco Beleza.

Eu pouco conheço a noite da grande Belém. Amigos sempre me indicam esse ou aquele lugar pra ir em Ananindeua, Marituba, e até Benevides, mas eu sou péssimo para me guiar pelas ruas. Me perco em qualquer encruzilhada. Tenho dificuldade em me guiar por mapas, imagina por indicações. Por isso fico com aquela cara de decepção quando todos meus amigos ficam comentando sobre os "lugares secretos" e eu lá, sem poder falar nada.

Ainda bem que temos amigos!☺. Sabendo da minha dificuldade em me geolocalizar (mesmo com GPS, parece brincadeira, né?) alguém pegou na minha mão e me ajudou a atravessar a rua, quer dizer, a cidade. Que bom, assim pude conhecer um lugar incrível.



Fomos conhecer o Maluco Beleza, e trazemos boas notícias: comida deliciosa, bons drinks (beijo Marilac!), música da melhor qualidade, e ambiente excelente.

O bar fica na Cidade Nova, e nem é difícil de encontrar, pelo contrário, é até bem simples (eu que sou pateta, mesmo). Fica em uma das ruas paralelas a arterial 18, próximo à Yamada (transcrevo literalmente a referência que o amigo deu,☺). O bar é super aconchegante, bem ao estilo Belém, com cadeiras e mesas na calçada, música ao vivo, cerveja gelada e comida gostosa.

Eles tem o cardápio variado, com opções de pesticos e refeições. Como a fome era grande, resolvemos pedir as refeições. Os nomes dos pratos seguem a temática rock que o bar sugere. Pedimos um "Camarão Beatles", camarões rosa empanados, arroz à piamontese e batata frita. O prato pode ser para uma ou duas pessoas. Os valores variam entre 23 e 40 reais. [Olha só, recentemente o restaurante mudou o cardápio, o camarão Beatles não está mais como opção, mas você pode pedir, que o garçom verifica a possibilidade de sair ou não.]



O carro chefe da cozinha de lá é o "Filé Maluco beleza", não pedimos esse, mas o elogio ao prato foi geral nas outras mesas. Pedimos também espetinhos, outra especialidade da casa.



Esse blog é pra falar de comida, mas vamos abrir uma exceção aqui. Precisamos falar sobre os drinks do Maluco Beleza. A casa oferece bebidas muito boas, como poucas vezes vi em Belém. Drinks deliciosos. Eles tem Mojito, coisa rara de se ver por aqui, e muito bom! Mais raro ainda!.

Maluco Punk 
Mojitos


Pedimos vários Mojitos e um especial chamado "Maluco Punk", uma mistura de morango, Big apple, e outras coisinhas. Muito bom! Vale muito.





O bar funciona de terça a domingo. Alguns dias são temáticos, com estilos de músicas específicos, como sertanejo e Deephouse. O lugar também funciona para almoço, servindo pratos executivos.

Ótimo lugar para comer, beber e conversar com os amigos. Recomendamos.

Endereço: Cidade Nova 5 WE 56 n 962
Cartão de crédito: Sim
Facebook: Perfil
Telefone: 091 8235-7866
Funcionamento: terça a domingo - a partir das 19h

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Combu da Amazônia

"Olhando belem enquanto uma canoa desce um rio..." é um trecho da linda música, "Olhando Belém", do Nilson Chaves. Não sei em que momento ele se inspirou pra fazer essa parte da letra, mas aposto um almoço, que foi no Combu.



Pra quem não é de Belém - ou pra quem é daqui e nunca se deu ao trabalho de olhar um mapa da cidade - Belém é uma península. Muita água por quase todos os lados, inclusive por cima. O problema é que a ocupação desordenada da "orla", faz com que a gente pouco veja a água. Só é permitido esse privilégio em alguns poucos pontos da cidade (tirando Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro, é claro).

Por isso é tão distante do imaginário da maioria das pessoas os nossos rios. Fora os abastados, com seus jet-skis e lanchas, poucas pessoas imaginam como forma de passeio, em Belém, o rio Guamá. Já ouvi até alguém dizer que "isso é programa pra turista". Que pena! Estamos perdendo um passeio incrível!

E o mais legal é que o rio te leva a lugares lindos. São várias as opções de deslocamento, umas bem distantes, e outras bem aqui pertinho, nem precisa de binóculo pra ver ☺. Uma dessas opções mais próximas é a Ilha Combu.

É uma ilha que fica bem em frente a Belém. Ela não é a outra margem do rio, como muitos pensam, a outra margem do "rio" (na verdade é uma série de rios e baías) fica em Macapá. Eita, riozão!

A parte mais "turística" da ilha, conta com alguns restaurantes. Eles ficam às margens do rio, olhando Belém.

Pra chegar lá é bem simples. Você pode pegar um barco na praça Princesa Isabel, no bairro da Condor, e atravessar. Mano, pega a Alcindo Cacela direto, até o final, não tem erro. Os barcos saem a toda hora. Lotou, partiu.

Ao chegar do outro lado, o barco vai fazendo parada em todos os restaurantes, escolha o seu e desça. A passagem é 4 reais.

São várias opções, escolhemos o Combu da Amazônia.



O restaurante tem como carro chefe a comida típica de Belém, ou seja, peixe. O cardápio é variado, opções pra todos os gostos. Mas o destaque são os pescados.

Escolhemos pra começar o clássico dos clássicos: peixe frito com açaí. Segundo o garçom o prato servia duas pessoas, mas quando chegou, vimos que servia bem mais. Dependendo do apetite, servia 4 pessoas, fácil. Mas pensando bem, quem come peixe frito com açaí, nunca come pouco☺.



Eles também tem caranguejo "toc-toc", outro clássico. Claro que não resisti e pedi, muitos, afinal, sujar a mão pra comer apenas um caranguejo, não rola.



Pedimos outros pratos. Todos com peixe como proteína principal, variando o modo de preparo e seus acompanhamentos. Tudo muito gostoso.

Isca de peixe com molho rosê

Peixe frito com arroz de brócolis e purê de batata

Filhote com arroz paraense e batata sauté 


O restaurante oferece uma variedade de cervejas e outros drinks.

Caipiroska de limão


Os preços não são salgados. No primeiro momento pode parece que um peixe com açaí a mais de 70 reais é muito caro, mas pela quantidade que é servido, acaba ficando na média. Os outros pratos também não estão muito distantes dos valores praticados aqui no continente.

A comida é muito boa, muito boa mesmo. O problema é que o atendimento ficou bem aquém da qualidade culinária do restaurante. Eu fico sempre bem triste quando isso acontece porque perde todo mundo, o cliente e o restaurante. E nem era má vontade do garçom, ele até se esforçava, mas ficou claro que ele estava sobrecarregado e que não tinha treinamento suficiente pra atender. Uma pena.

Por isso vão algumas dicas para que você aproveite ao máximo seu passeio.

Dica 01: Tente não modificar os pratos do cardápio. Eu sei que, às vezes, a gente não gosta desse ou daquele tempero, desse ou daquele outro molho, e acaba customizando nossos pratos, mas isso complicou um pouco o processo no nosso caso. #ficaadica

Dica 02: Se você vai beber cerveja ou outros drinks, não peça ao garçom. No lado direito do restaurante, lá no final, escondido, tem um bar "Pague e pegue", vai lá e pega, é melhor. No lado esquerdo, bem a vista, tem, o bar de drinks, vai lá e pega. #ficaadica

Eu sei que é complicado o cliente ficar fazendo malabarismo pra ser bem atendido, por isso eu estou dando DICAS. Se você não quiser seguir nenhuma delas, não tem problema, os garçons vão lhe atender e se esforçar ao máximo, mas eu não tenho lá muita paciência ☺.



Passamos o dia todo lá, e foi um dia super agradável. Comida gostosa, cerveja gelada e amigos do ♥. Um paraíso logo ali (eu apontando com o beiço e a cabeça).


Endereço: Ilha do Combu
Cartão de crédito: Sim
Facebook: Perfil
Telefone: 91 9624-1772
Funcionamento: Sexta a domingo - 10h às 18h

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Santa Orgânica

Gastronomia funcional...

Ei! eu estou vendo essa careta! pare de fazer. Deixe o seu preconceito culinário de lado. Às vezes deixamos de comer delícias por simples desconhecimento. Lembra quando a tua mãe dizia "Mas tu nem provaste! Prova primeiro, depois tu dizes se gosta ou não". Pois é, essa é a pegada do "Santa Orgânica".



Não se assuste com o slogan "gastronomia funcional" que eles usam. O restaurante serve "comida normal", mas - e aí é que a coisa fica legal - eles têm uma preocupação com a saúde de quem come. O restaurante não serve comida com glúten, nem lactose, e ainda tem opções veganas. Se fosse só isso, já estaria ótimo, mas eles vão além.

O menu segue a sazonalidade agrícola, assim, os pratos são feitos sempre com os ingredientes da estação, tudo sempre fresquinho. Eles seguem um modelo de negócio mais humanizado. Tem a preocupação de comprar, a maioria dos seus produtos, de pequenos fornecedores locais, que produzam sem agrotóxico. Sempre pensando na saúde, mas sem deixar de lado o sabor.

O restaurante é novo, está funcionando há poucos dias. Ainda não está lotando, aproveita e vai logo lá! Ficou bem claro pra mim a preocupação que o restaurante assumiu com o bom atendimento. Os garçons são super educados, e a chef te recebe com um sorriso sincero. Tudo é muito bem pensado no espaço, é um lugar bonito.







Quando olhei o cardápio, minha intenção era fazer um lanche rápido, como um quiche ou algo do gênero. Mas os pratos me chamaram tanto a atenção, que resolvi pedir algo mais substancial. Que bom pra mim! rsrsrs. Pedi um risoto de shitake. Sempre que um cardápio oferece risoto de shitake eu experimento. Eu uso o prato como referência para testar a qualidade, sério. Eu uso o parâmetro de comparação com o meu risoto de shitake que, modéstia à parte, é uma delícia. Se o risoto do lugar for bom, pode ter certeza que as outras coisas não vão decepcionar. E o do Santa Orgânica é uma delícia. Tudo muito gostoso, o arroz no ponto certo, bastante shitake, (nada mais broxante que pedir um macarrão com camarão e só vir 3 camarões, por exemplo), tempero na medida, apresentação impecável!



Eu tenho um amigo que usa uma frase muito legal: "Cogumelo é o bacon do vegetariano" rsrs. Claro que não dá pra fazer essa analogia direta, é só uma anedota de cozinha que falamos entre uma taça de vinho e outra, mas o status do cogumelo é nesse nível. Eu dou uma importância grande pro cogumelo, né? rsrs Pois é, por isso fiquei tão feliz com o Santa Orgânica e seu risoto.

Além do risoto, comemos quiche. Muito gostoso. Destaque especial para a massa. Leve, firme e deliciosa. Não perguntei a receita para a chef, mas como o restaurante não serve glúten, imagino que seja receita própria ou especial. A coisa que mais salta ao olfato na quiche é o cheiro da massa. Quando o garçom serviu o prato, imediatamente um aroma de biscoito Passatempo (sim, aquele mesmo, recheado) dominou meu olfato. Comi esperando algo doce, mas não tem nada disso, é só o aroma de um dos ingredientes que sobressai aos outros.



A casa oferece também sucos naturais muito bons. Tomei o de frutas vermelhas.



A cozinha é comandada pela chef Michelly Murchio, jornalista e ex-apresentadora de TV. Ela largou as pautas e reportagens pra se dedicar às panelas. Transformou o amor à culinária em profissão e negócio, por isso que tudo lá é feito com amor ♥.

O restaurante fica na av. Gentil Bittencourt, bem próximo do museu Emílio Goeldi. Os preços são honestos, nada muito caro. O meu risoto, que veio em uma porção bem generosa, foi R$34, o quiche foi R$10. O restaurante aceita todos os cartões. Os abraços são grátis.


Endereço: Av. Gentil Bittencourt, 1575, entre Alcindo Cacela e 14 de Março
Cartão de crédito: Sim
Site: santaorganica.com.br
Facebook: Perfil
Telefone: 091 2121-6222
Funcionamento: Terça a domingo - a partir das 19h