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domingo, 24 de junho de 2012

Café Havaiano

Há quase um ano eu mudei radicalmente meus hábitos alimentares. Cortei de vez a carne do cardápio (não, não é por isso que o tô brocado tá "parado"). Sério. Motivado por princípios ideológicos e biológicos não como mais nenhuma carne, nem vermelha nem branca. Não me tornei vegan, virei vegetariano. Pra quem não sabe a diferença: uma pessoa vegan (ou vegano) não consome nada de origem animal, nada mesmo, não só na questão alimentícia mas até no vestuário. Não usa roupas de couro, não usa cosméticos testados em animais, não come leite e derivados, etc. O vegetariano pode consumir leite e derivados, mel, ovo. No meu caso, fiquei com a segunda opção.

Mas a mudança de hábito começou bem antes de eu cortar as carnes, pelo menos uns seis meses antes. Desenvolvi uma intolerância a lactose. É, eu sei, é triste. Imagine não poder comer queijos, leite condensado, creme de leite... doce de leite!! Mas por questão de força maior foi preciso abandonar essas coisas tão boas. Junto com essa intolerância veio uma leve gastrite (muito mais nervosa que alimentícia). Ou seja, havia chegado a hora de rever tudo o que eu estava comendo. Não, nunca fui de comer muita besteira, mas eu tenho um problema de compulsão, quando eu gosto de algo só consigo parar de comer quando acaba. Se abrisse um barra de chocolate, só me dava satisfeito quando acabava. Caixa de Bis era devorada de uma vez só.

Um dos prazeres da minha vida era tomar café com leite de manhã. Sério, era o desjejum mais especial de todos, eu acordava já pensando nisso. Aquela xícara de café com leite quentinha e um pão com manteiga derretida. Simples e delicioso. Mas tive que abandonar esse prazer. Por um lado a intolerância a lactose não deixava tomar o leite, e do outro a gastrite impedia de tomar só o café (na verdade não gosto só do café, o que eu gosto mesmo é da combinação do café com leite). A gastrite foi relativamente fácil de resolver, fui ao médico e consegui controlar, já a intolerância à lactose, essa não tem jeito, terei que conviver para sempre com ela. Aos pouco fui me acostumando com a nova rotina matutina, nada de café com leite, no lugar, um suco natural. Me adaptei, não foi fácil no início, mas consegui. Hoje acordo pensando no suco de acerola diário.

Depois que entrei de vez no mundo vegetariano foi ainda mais fácil me adaptar ao mundo sem leite, mas lá no fundo, bem guardado morava uma inveja de quem podia tomar uma bela xícara de café com leite. Hoje eu matei essa vontade. Depois de um ano e meio sem tomar café com leite eu finalmente consegui. Mas calma, não tentei um suicídio lácteo não. Experimentei um delicioso café com leite de coco!

É, pode parecer estranho, mas não é. Há dias vinha pesquisando sobre o consumo desse leite vegetal no dia a dia. Até então só havia experimentado leite de coco em receitas mais elaboradas como moquecas, vatapá, bobó de camarão, cuscuz, etc. Mas nunca tinha pensado em consumi-lo dessa maneira. Não sou fã de leite de soja, já tomei muito, bem antes de ser vegetariano, mas hoje em dia não tolero. Mas o leite de coco foi uma descoberta fantástica, pelo menos na combinação com o café. A receita é há bastante conhecida, a bebida é chamada de Café Havaiano.

No mercado nacional só existe o leite de coco culinário, muito concentrado, não há uma opção para consumo direto, como o leite de soja. Por isso se você for utiliza-lo dessa maneira recomenda-se diluir o leite de coco em água ou no leite de vaca (pra quem pode). Usei a proporção de uma para duas, ou seja, uma porção de leite de coco diluida em duas de água (ou leite). Pronto, esquentei e usei como leite normal, joguei o café dentro e adocei. Uma delícia, o sabor do coco é percebido, mas ele só agrega ao sabor do café. Gostei muito. Recomendo.


em alguns países já há opções de consumo direto.

no Brasil só os culinários.



Receita café havaiano (minha adaptação)

Ingredientes:
- 1/2 xícara de leite de coco
- 1 xícara de água
- 1 colher de café solúvel extra forte
- açúcar

Preparo
Misture o leite de coco e a água e leve o fogo ou ao microondas. Depois de quente misture o café e o açúcar e misture. Bom apetite.

domingo, 24 de maio de 2009

Receitas

Carne com cerveja preta.

Domingo. Chuva. Final de mês. É, hoje realmente não é um dia legal pra comer fora, por isso resolvi criar uma nova categoria no tô brocado. A partir de hoje, vou postar algumas receitas. A proposta da nova categoria é trazer receitas simples, coisas fáceis de serem feitas e, se possível, divertidas. Nada de ficar sete dias no fogo. Deixa a maniçoba com a vovó.


A primeira receita junta duas coisas muito boas: carne e cerveja. É bem fácil de fazer, você não vai sujar muita louça e ainda vai impressionar o pessoal de casa. Visualmente o prato é parecido com um filé ao molho madeira, mas o sabor é diferente, é um pouco mais adocicado. A alcatra com cerveja preta pode ser feita pra almoço ou jantar e é muito bem acompanhada com cerveja, é claro.



Vamos ao ingredientes:

500g de alcatra;

1 cerveja preta (long neck);

1 pacote de sopa de cebola;

1 vidro de champignon


Compre uma alcatra magra e fresca, corte em pedaços pequenos como se fosse fazer strogonoff. Ah não sabe comprar carne? Calma, vai lá na boutique da carne que eles ajudam. Em um panela rasa, como uma frigideira, frite a carne.Cuidado para não acumular muita água, mas se isso acontecer, não se preocupe, pois não vai interferir no sabor do prato. Reserve a carne.


Misture a garrafa de cerveja preta com o pacote de sopa de cebola. Opa! Vamos fazer uma pausa na receita para esclarecer alguns detalhes muito importantes que podem determinar o sucesso do prato. Existem dois tipos de cerveja preta: a primeira é feita com malte torrado, é o mesmo malte que faz a cerveja pilsen (aquela de cor amarela, a famosa loira) só que, como é torrado, acaba ganhando uma coloração escura, além disso, a cerveja fica com um sabor bem mais amargo que o normal. A marca mais famosa é a Caracu. O outro tipo de cerveja preta é feita com malte naturalmente escuro, ou seja, o sabor é natural, mais doce e mais agradável. Esse tipo de cerveja tem o nome de Malzbier. A mais famosa é da Antártica. É esse segunda que é usada na receita. Nunca, repito, nunca use a Caracu na receita. Importante também lembrar que existe a sopa de cebola e o creme de cebola. A nossa receita leva SOPA de cebola, nunca use o creme de cebola, risco fatal para a receita.


Voltando à receita: depois de dissolver a sopa de cebola na cerveja, reserve. Numa panela média, (peça pra alguém que entenda de cozinha uma panela pra fazer sopa) esquente um fio de azeite e coloque a carne frita, quando ela começar a chiar, despeje a mistura de cerveja e sopa de cebola, espere levantar fervura, isso vai levar uns cinco minutos. Não se preocupe com o álcool da cerveja, ele vai evaporar com o calor. Quando levantar fervura abaixe o fogo e coloque o champignon e deixe uns 3 minutos até o champignon pegar o gosto do molho.


Pronto! Agora, é só servir com arroz branco e batata palha.


Se você não tem muita intimidade com a cozinha, não percebeu que a receita não leva sal ou qualquer outro tempero. Isso porque a sopa de cebola já vem com o sal e temperos na medida para a receita, por isso, não se empolgue de jogar molho shoyu ou qualquer outro tempero.


A receita é fácil e muito saborosa. Façam e depois digam a opiniões de vocês. Tenho certeza de que o prato vai agradar e muito.


Bom apetite!